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segunda-feira, 16 de maio de 2011

MOTORISTAS DENUNCIAM MÁFIA DE TÁXI EM FLORIANÓPOLIS...

Taxistas denunciam mercado ilegal de compra e venda de placas de táxi em Florianópolis


Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais abriu sindicância para apurar denúncia feita no programa "Visão Geral", da Record News SC


Toda a polêmica que envolve a licitação para os 120 novos pontos de táxi na Capital tem apenas uma explicação: operar um táxi em Florianópolis hoje é um negócio extremamente rentável. Garantir uma vaga em um ponto onde há bastante demanda pode render por mês cerca de R$ 10 mil. Mas há rumores de que nem todos operam apenas um táxi por vez. Denúncias de empresários que teriam diferentes placas, compradas no mercado ilegal, estão em todas as conversas de taxistas pela cidade.
“Se você tem uma placa de táxi, mas não quer trabalhar, você arrenda ou fala com o Isaias, Marcelo, Beto ou Silvio, que eles têm dinheiro e vão pagar R$ 80 mil, R$ 100 mil ou R$ 150 mil, dependendo do ponto”. A denúncia de um taxista da Capital foi feita ontem (5) à tarde, no programa Visão Geral, da Record News SC. Sem se identificar, o homem acusou até mesmo o sindicato da categoria. “Ou então você arrenda direto com o sindicato. Eles dizem que não arrendam, mas se chegar lá com o ‘dinheirinho’ ou a ‘propinazinha’ na mão, arrenda as placas todas”, afirmou.
Ao saber das denúncias, o vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis, João Batista Nunes, informou que foi aberta uma sindicância. “O que nos faltava era prova documental. Agora, com as denúncias sendo feitas perante um canal de televisão nós vamos buscar subsídios legais para restabelecer a ordem”, disse. Segundo ele, caso comprovadas as irregularidades, os envolvidos terão as concessões anuladas. “Estou há três anos no sindicato e posso garantir que, neste período, não houve nenhum tipo de arrendamento de placa de táxi”, defendeu o vice-presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Florianópolis, João Lídio Costa.
" É um jogo de cartas marcadas”
 Denúncias desta natureza já foram apresentadas pelo Notícias do Dia em março de 2010, pouco antes da nova licitação. A reportagem conversou novamente com taxistas que afirmam que um empresário teria 40 táxis na Capital. “Ele até montou um escritório só para administrar o dinheiro”, revelou um deles.
“Isso aqui está uma máfia. Trabalho como taxista há 32 anos e nem me inscrevi na licitação porque sei que não iria ganhar. É um jogo de cartas marcadas”, reclamou outro. Segundo eles, quem se classificou nem recebeu o ponto ainda, mas já está arrendando a placa. “Eles cobram de R$ 300 a R$ 400 mil”. Outro foi além: “Com menos de R$ 700 mil você não consegue uma”.
Um dia de movimento no Terminal Rita Maria, em que se faz de 20 a 30 corridas, rende até R$ 700, conforme eles.  Por mês é possível ganhar até R$ 10 mil, mas o permissionário quase nunca dirige, o que é permitido por lei. Eles contratam motoristas auxiliares que recebem, em média, de R$ 2.000 a R$ 3.000 por mês. Para João Batista Nunes, a prática “não é ilegal, mas é imoral”.
Central diz que novos veículos fazem falta
 Atualmente, são 258 táxis rodando na Capital. A licitação da prefeitura prevê a abertura de mais 200 pontos, 120 nesta primeira etapa. A sessão para a escolha foi suspensa na terça-feira (4) por decisão judicial. Segundo Nunes, a prefeitura vai recorrer assim que o recesso do Judiciário terminar. “Confio muito no Judiciário. Não tenho dúvida de que a ordem será restabelecida”, destacou.
Atualmente, há duas formas de utilizar táxis: embarcar diretamente nos pontos ou acionar a central telefônica. Quem gerencia a central é a Associação dos Taxistas de São José e Florianópolis. “A nossa maior dificuldade hoje é não ter carro disponível para atender a demanda. Somente hoje (quarta-feira), da meia noite até as 16h15, das 1.200 chamadas que tive na central, não consegui atender 32 pessoas. É pouco, mas eu quero atender todo mundo e para isso precisamos dos 120 carros”, ressaltou o presidente Carlos Humberto Vieira, informando que, com os novos táxis, terá a possibilidade de agendar horários para embarque, situação hoje inviável.
SAIBA MAIS / Central de táxis
* 191 carros em Florianópolis
* 75 carros em São José
* 2 carros em Palhoça
* 1.700 chamadas, em média, por dia (sem contar as pessoas que embarcam diretamente nos pontos de táxi)
* 7 chamadas por minuto é a capacidade de atendimento da central
* 5 a 15 minutos é o tempo médio de espera da população que chama um táxi por telefone
* Telefones da Central
- De segunda a sexta-feira, em horário comercial: 3035-4445
- Todos os horários: 3240-6009 / 3240-9116 / 3240-6951
Os 120 novos pontos
Centro - 39 (5 deles no Terminal Rodoviário Rita Maria)
Saco dos Limões - 4
Estreito - 3
Capoeiras -8
Jardim Atlântico - 8
Lagoa da Conceição - 3
Barra da Lagoa - 2
Aeroporto Hercílio Luz - 7
Centro Administrativo (SC-401) - 3
Coqueiros - 3
Itaguaçu - 2
Itacorubi - 5
Monte Verde (Floripa Shopping) - 1
Trindade - 3
Santa Mônica - 4
Agronômica - 2
Abraão - 2
Córrego Grande - 1
Rio Tavares - 2
Campeche - 2
Armação - 1
Ingleses - 4
Santinho - 2
Rio Vermelho - 1
Canasvieiras - 4
Cachoeira do Bom Jesus - 1
Jurerê - 3

PESQUISA FEITA NA INTERNET - NOTICIAS DO DIA - MÉRITO DA JORNALISTA MAIARA GONÇALVES.

TÚLIO BEIRINHA...

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